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Do Moodboard ao Projeto com Quick-Step
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5 minutos de leitura
  |   01/12/2025

Arquitetos de destaque constroem seus moodboards e os traduzem em projetos reais, inspirando, alinhando expectativas e revelando o caminho entre a ideia e o ambiente finalizado.


Conversamos com a Julliana Camargo, arquiteta formada pelo Mackenzie (SP) e com passagens por cursos de Arquitetura e História da Arte em Florença, Paris, Barcelona e Berlim — profissional que leva a Quick-Step para seus projetos no Brasil e no exterior, combinando repertório internacional e um olhar sensível para cada detalhe.


Início do processo: moodboard desde o conceitual


Julliana conta que o moodboard surge logo no início do projeto — não como uma etapa isolada, mas entrelaçado com a concepção do estilo:

“Quando começamos a pensar no conceito, no estilo do projeto já pensamos na composição de materiais – revestimentos, tecidos, cores e texturas. Com as imagens cada vez mais realistas e com a possibilidade de criá-las logo no anteprojeto, o moodboard já surge para complementar, ajudar a enxergar e sentir o projeto.”


Insight: ao se tornar matriz conceitual, o moodboard permite validar narrativas estéticas antes do desenvolvimento executivo, reduzindo retrabalhos e acelerando decisões.


Elementos essenciais: referências, palavras-chave e sensações


Para Julliana, um bom moodboard nasce de referências múltiplas e de um entendimento profundo do cliente:

“ Ele surge de referências que podem vir de várias formas: uma referência de viagem, de comida, de lugares visitados. Ou mesmo de exposições de arte ou moda. Gosto muito de observar tanto arte quanto moda para me inspirar em cores e sensações. Também buscamos trazer para o moodboard palavras-chave de um bate-papo com os clientes, como estilo de vida, dia a dia, hábitos, costumes e hobbies.”


Físico vs. digital: o híbrido ideal


“Ter os elementos físicos é essencial – enxergar e pegar nos revestimentos como piso, revestimentos de parede – cerâmicas, texturas, tecidos, a lâmina da marcenaria… todos esses elementos são essenciais para compor um belo moodboard e sentir ele de perto fisicamente para mim é crucial.”


Mas para otimizar o dia a dia, Julliana adota um método híbrido, digital para agilidade como colagem, ajustes rápidos, integração com renderizações e imagens de referência e físico para validar materialidade real como reflexo, textura, variação cromática sob luz natural.


Esse cruzamento garante que as decisões estéticas feitas na tela se confirmem no mundo real.



Moodboard como estratégia


O moodboard não é apenas estética, é estratégia. É a ponte entre o desejo do cliente, a visão do arquiteto e a realidade dos materiais. Com ele, cada revestimento, cada textura, cada cor deixa de ser apenas uma opção isolada para ser parte de uma narrativa coerente.


Uma ferramenta de inspiração, refinamento e alinhamento.


“Ajuda muito! Ele nos inspira a imaginar o uso do espaço, provocando sensações antes mesmo de ficar pronto. O moodboard faz parte do nosso processo criativo, é uma ferramenta de refinamento e alinhamento de todas as decisões do projeto.”


Inspiração: projetar o espaço além do plano, visualizar luz, textura, atmosfera, sensações.

Refinamento: testar combinações, ver o que funciona ou não antes de definir tudo.

Alinhamento: para quem não tem vocação visual, esse painel torna palpável o que está sendo idealizado — cores, materiais, peso visual — dando base concreta para aprovação e evitando surpresas no final.


Neste artigo você confere imagens de um projeto autoral de Julliana, o apartamento Joaquim Antunes, onde o piso laminado Quick-Step Impressive Carvalho Suave Médio compõe perfeitamente esse moodboard e reforça a atmosfera contemporânea do projeto.





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