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Ilha da Alma, por Nicholas Oher: um espaço onde sentir também é arquitetura.
tempo
3 minutos de leitura
  |   02/06/2026
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Entre a mente e o coração, existe um lugar menos evidente, mas profundamente essencial. Um território silencioso onde tudo o que vivemos se acumula, se mistura e se transforma. Nicholas Oher parte dessa ideia para criar a “Ilha da Alma”, ambiente apresentado na CASACOR São Paulo 2026.


A Quick-Step participa do projeto com dois tons de piso laminado da linha NESTO, Nascer do Sol e Pôr do Sol. Mais do que um living, o espaço nasce como uma pausa. Um lugar de descanso e permanência, onde não há urgência em entender, apenas em sentir. A proposta é construir uma atmosfera que acolhe sem esforço, como se o ambiente já conhecesse quem entra. A alma, aqui, não é conceito abstrato. É matéria sensível.


Os materiais constroem essa narrativa de forma integrada. A madeira surge como base estrutural e emocional, trazendo solidez e naturalidade ao espaço, ao mesmo tempo em que preserva uma leitura delicada e intuitiva do conjunto. O piso Quick-Step aparece como um dos elementos centrais dessa composição. Em paginação listrada, os tons Nascer do Sol e Pôr do Sol desenham o ambiente como uma passagem contínua de tempo, evocando o ciclo diário da luz em uma leitura suave e emocional. A repetição ritmada das lâminas cria uma sensação de fluidez, como se o espaço respirasse em camadas. Essa escolha não é apenas estética, ela organiza a experiência do olhar e reforça a sensação de acolhimento, envolvendo o ambiente em uma atmosfera contínua, sensível e serena.

Os tecidos em tons de azul atravessam o espaço como estados emocionais em movimento. Às vezes mais profundos, às vezes mais leves, representam a transição constante entre razão e sensibilidade. O branco aparece como pausa, um intervalo silencioso que abre espaço para o novo e para o não dito.

A curadoria de arte amplia essa construção sensorial. Cada peça funciona como fragmento de memória, como vestígio de identidade espalhado pelo ambiente. Não são objetos isolados, mas presenças que ajudam a compor a atmosfera e aprofundam a relação entre forma e emoção.

Nada no espaço é rígido. As formas são orgânicas, os percursos são fluidos e a leitura do conjunto acontece de maneira intuitiva. É um ambiente que não se impõe, apenas conduz.


No fim, “Ilha da Alma” propõe uma experiência rara na arquitetura contemporânea: um espaço que não busca respostas, mas presença. Um lugar para desacelerar, reconhecer e simplesmente estar.

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